A prática da Goma Dicromatada é feita com uma emulsão fotossensível de goma arábica e dicromato de potássio. A mistura é praticamente incolor, e por isso adicionamos um pigmento – geralmente aguarela- a essa emulsão, gerando imagens monocromáticas ou policromáticas.
O processo é semelhante a outras técnicas artesanais de fotografia: aplica-se a emulsão no suporte, que depois é seco e, em contato com um negativo, é exposto à luz. Apenas as partes da emulsão que receberam luz endurecem. A revelação então é feita em água, dissolvendo as partes que não receberam luz, e tornando a imagem visível.
Apesar dessas semelhanças, a goma tem o diferencial de ser especialmente passível de intervenções, possibilitando maior presença da subjetividade do artista. A manipulação direta na imagem, juntamente com o trabalho em camadas de cor, aproxima a técnica da pintura e da gravura.
O tempo da revelação varia de acordo com o papel utilizado, com a concentração da emulsão, e também com o resultado que se deseja obter. Durante o processo da revelação, podemos usar uma esponja para limpar as áreas que desejamos deixar mais claras.
Se a proposta é uma fotografia com mais de uma cor, é preciso realizar uma nova sensibilização do papel, e depois uma nova revelação.
Origem
A primeira descoberta importante que resultou no invento da Goma Bicromatada foi feita em 1839 pelo escocês Mungo Ponton, que percebeu a fotossensibilidade dos dicromatos. Em 1854, Fox Talbot começou a investigar a possibilidade de o dicromato endurecer gelatina ao ser exposta a luz UV.
Mungo Ponto
Em 1856 um patrono das artes chamado Honore d’Albert, o Duc de Luynes, ofereceu um prémio na incrível soma de 100mil Francos para aquele que conseguisse criar, descrever e provar um processo de formação de imagem que fosse permanente. Quem ganhou o prémio foi Louis Alphonse Poitevin com dois processos: Carbon Print e Colótipo. O Carbon Print e o Colótipo, apesar de serem diferentes entre si, tem a mesma base da goma bicromatada: dicromato + colódios + luz UV.
Mas aparentemente foi John Pouncy que, em 1858, pegou em todo esse conhecimento, misturou com pigmentos e criou o que chamamos hoje de Goma Bicromatada.
Esse processo foi muito utilizado pelos fotógrafos/artistas do movimento Pictorialista do final do século XIX e início do Séc XX, como Edward Steichen, Gertrude Kasebier, Clarence White e Alfred Stieglitz, pois pelo uso dos pigmentos eles conseguiam criar fotografias que remetiam ao visual de pinturas.
Processo
Original
Na aula fizemos este processo. Foi criado um negativo por cada grupo de 2 pessoas.
Preparámos papel Canson acrílico A3 de 400gr.
Ao segurar nas folhas é preciso ter cuidado para que a goma não agarre. Para prevenir, pode-se usar luvas de algodão.
Fizemos este processo com apenas uma camada, na qual utilizamos guache. As cores que nos foram disponibilizadas foram vermelho, verde e preto. A professora fez testes no papel para ver o que acontecia aos guaches.
Na nossa prova, eu e a minha colega usámos vermelho e verde, numa só camada.
A solução feita para o processo foi:
1º – 0,6 gr de pigmento
2º – 1 ml de goma arábica
3º – 0,5 ,l de água destilada
4º – 0,8 ml de dicromato de amónio
As folhas foram sensibilizadas com as cerdas de um pincel, o qual é limpo em água e seco entre cada sensibilização. A sensibilização tem de ser rápida e precisa, porque a goma seca rapidamente; assim que se começa a sentir atrito, deve-se parar porque começa-se a arrastar a solução e a folha ficará com marcas, que aparecerão na imagem. Esta camada tem de ser generosa mas não espessa.
A prova foi exposta durante 4 minutos. Para a revelar foi posta em água morna/quente (temperatura de água para bebé). A água deve ser mudada regularmente, tendo sempre o cuidado de tirar a prova durante a mudança. Cada prova teve a sua própria tina.
Esteve em água durante 24 horas, o processo de lavagem foi demorado porque foi usado guache.
Uma emulsão é uma suspensão de cristais de halogeneto de prata sensíveis à luz que se utiliza para revelação.
Esta mantém os cristais dispersos, impede-os de se agregarem descontroladamente, ajuda a controlar o tamanho dos cristais e outras propriedades da emulsão, protege-os de agentes nocivos exteriores, depois de seca permite que as soluções passem para o seu interior e atuem sobre os cristais.
A gelatina, quando solúvel em água quente, apresenta viscosidade, é um gel que pode passar a liquido e voltar a ser gel, pode absorver até 90% do seu peso em água, quando seca ao ar, contém 10 a 15% de água e, se perder esta água, poderá quebrar-se.
Na produção de uma emulsão, há 4 fases: precipitação, amadurecimento, lavagem e pós amadurecimento.
Na 1ª fase é quando ocorre a formação dos cristais e insolúveis
Na 2ª é o crescimento dos cristais de sais insolúveis
Na 3ª é a remoção de todos os sais insolúveis
Na 4ª é a adição da gelatina, agentes sensibilizantes e corantes.
Origem
Frederich Archer
Frederick Scott Archer (Bishop’s Stortford, 1813 — 1857) foi um escultor inglês que inventou em 1851 a emulsão de colódio úmida, método que viria substituir os processos utilizados pelo daguerreótipo e o calótipo (origens da fotografia).
O processo consistia em uma solução de piroxilina em éter e álcool, adicionada com um iodeto solúvel, com certa quantidade de brometo, e cobria uma placa de vidro com o preparado. Na câmara escura, o colódio iodizado, imerso em banho de prata, formava iodeto de prata com excesso de nitrato. Ainda úmida, a placa era exposta à luz na câmara, revelada por imersão em pirogalol com ácido acético e fixada com tiossulfato de sódio. Em 1864 o processo foi aperfeiçoado e passou-se a produzir uma emulsão seca de brometo de prata em colódio.
Em 1871 Richard Leach Maddox fabricou as primeiras placas secas com gelatina em lugar de colódio. Em 1874 as emulsões passaram a ser lavadas em água corrente, para eliminar sais residuais e preservar as placas.
Richard Leach Maddox
Muito antes de sua descoberta da placa de emulsão fotográfica seca, Maddox destacou-se na chamada microfotografia – fotografar diminutos organismos sob o microscópio. O eminente microfotégrafo da época, Lionel S. Beale, incluiu imagens feitas por Maddox no frontispício de seu manual Como trabalhar com o microscópio .
Maddox abriu mão de quaisquer direitos sobre sua descoberta, dizendo em uma carta em 1887 que “ele não tinha nem pensado em divulgar o assunto até que ele já havia levantado vôo”. Inicialmente a criação de Maddox era capaz de produzir apenas imagens impressas por contato, copiadas das placas de seu microscópio, devido aos longos tempos de exposição que tornavam essa tecnologia impraticável para imagens feitas com câmeras.
Foram essas origens que levaram-no a buscar a miniaturização e a adaptação das emulsões fotográficas, e que, consequentemente, abriram o caminho para fotografias de pessoas e objetos em movimento e para a cinematografia.
O médico e fotógrafo amador, Dr. Richard Leach Maddox (1816-1902), apercebeu-se que a sua saúde estava a ser afetada pelos vapores causados pelo processo do Colódio e começou a investigar um substituto do mesmo. Maddox publicou, no fim do ano de 1871, no British Journal of Photograph, um artigo denominado como An Experiment with Gelatino-Bromide. Neste artigo, descreveu a sensibilização dos químicos Brometo de Cádmio e Nitrato de Prata. Estes deveriam ser revestidos numa chapa de vidro em gelatina (substância usada para fazer velas).
As chapas de Maddox eram fotograficamente inferiores à chapas de Colódio Húmido da altura. Ele próprio reconheceu que o seu artigo “foi escrito apressadamente e fragmentado” e que “comparada com colódio, a gelatina era mais lenta”.
Em julho de 1873,um fotógrafo londrino, John Burgess, anunciou uma emulsão engarrafada que deu oportunidade a fotógrafos para prepara chapas secas com sensibilidade igual e superior às melhores chapas húmidas. Burgess não revelou o que a emulsão continha, sendo descoberto mais tarde ser brometo de gelatina. Esta foi bem recebida ao início, no entanto, foi descoberto que esta se decompunha rapidamente e que os tempos de exposição não eram iguais aos do colódio húmido – não foi um sucesso comercial.
“Sem medo”, Burgess pôs à venda chapas secas pré emulsionadas. Estas apresentavam imperfeições e também não teve grave sucesso comercial, mas impressionou alguns fotógrafos. Alguns dos problemas da emulsão foram causadas pela acumulação de sais solúveis, que podiam ser removidas por um processo de lavagem defendido independentemente por Joshua King e J. Johnston, em novembro de 1973.
Richard Kennett
Richard Kennett, revisitou o seu interesse em emulsões de gelatina quando Burgess apresentou os seus produtos. A 20 de novembro de 1873, Kennett patenteou a emulsão de brometo de prata em gelatina seca, à qual chamou película. Quando comercializada, o usuário tinha que dissolver a pelicula em água quente antes de a verter sobre a chapa de vidro; esta teve diferentes reações dos fotógrafos. No final, nem a película, nem as chapas pré-preparadas, que Kennett introduziu mais tarde, tiveram grande sucesso. Uma das críticas à película é que esta dava resultados excelentes mas que era um processo pegajoso e fazia “bagunçada”.
Mesmo com o fracasso dos produtos, afinações como a de W. B. Bolton, adicionar gradualmente a gelatina, de J. Johnston, uso de amónia, e a de Charles Bennett, técnica quente de amadurecimento – levaram ao aperfeiçoamento de chapas com uma qualidade mais consistente, e, mais importante, os tempos de exposição medidos em frações de segundos eram agora possíveis.
A primeira empresa a produzir chapas secas em grandes quantidades foi a Liverpool Dry Plate Company, criada nos anos de 1860. Em 1876 foram introduxidas chapas secas atina de Kennett e, em 1878, as chapas, mais sensíveis, de Bennett.
Alfred Harman
Quando em 1879, Alfred Harmen criou a Britannia Works Company para produzir chapas secas, havia mais de 20 outras marcas para fazer concorrência. No inicio, eram os trabalhadores que vertiam a emulsão com um bule manualmente e, após alguns anos, as empresas introduziram máquinas que vertiam a emulsão sobre cerca de 12 mil chapas por dia. Por volta de 1891, a empresa de Harmen tomava a liderança na venda de chapas e, 10 anos mais tarde, esta empresa mudou de nome, ficando como a infame Ilford, Limited.
O impacto destas placas foi significativo na história da Fotografia. Deram oportunidade ao fotógrafos para comprar chapas em vez de criar as suas próprias emulsões. Dando-lhes também a possibilidade de não ter de carregar o equipamento todo, nem de andar com um quarto escuro portátil se queriam capturar cenários fora de casa.
Os fotógrafos eram capazes de tirar as suas fotografias usando uma chapa de vidro revestida com uma emulsão de brometo de cádimo e nitrato de prata numa base de gelatina, tornando-a sensível à luz. Isto garantia que a imagem era armazenada de forma segura até regressarem ao seu estúdio e a revelassem num banho de químicos, para a imagem aparecer.
Este processo foi muito usado nos anos de 1900. Os resultados davam mais detalhe e eram mais improváveis de desaparecer com o tempo, o que característico de outros processos.
Processo
O processo utilizado é um dos processos de prata com recurso a revelação, foi usada uma emulsão líquida comercial para sensibilizar os suportes escolhidos.
Na aula, preparámos os suportes para a impressão. Sensibilizámos papel primeiro, o papel usado é da marca Canson Imagine A3.
No laboratório, a luz de segurança foi a vermelha, pois, outras luzes, amarela, azul e ultravioleta, iriam estar a expor.
Para ser feita a sensibilização, a gelatina tem que estar líquida, por isso fez-se banho-maria (35ºC – 45ºC), a gelatina não usada, deve ser guardada no frio para que não perca propriedades.
Para a sensibilização dos papéis usámos a técnica do “barquinho”, técnica em que se dobram as 4 margens da folha, cerca de 2 a 3 cm; dobrando depois os cantos para dentro. Sobre um vidro, colocou-se a folha e verteu-se a emulsão no “barquinho”, movimentou-se o vidro cuidadosamente até que a emulsão cobrisse a folha uniformemente. A folha foi posta no canto do vidro e foi desdobrado um dos cantos para verter o excesso de gelatina. A folha foi deixada a secar para o dia seguinte.
Na aula seguinte, usámos película de analógico fotografada numa aula de Técnicas Fotográficas. Fizemos testes de exposição com auxílio de um ampliador fotográfico . Cobrimos parte da folha com uma cartolina preta e expomos durante alguns segundos, movendo a cartolina pouco a pouco.
Para revelação e fixação da imagem, deve estar 30 a 90 segundos no revelador, 30 segundos no banho de paragem, 10 minutos no fixador e pelo menos 30 minutos na água final com mudanças de água de 5 em 5 minutos.
A prova esteve no revelador 60 segundos, 30 segundos no banho de paragem, 10 minutos no fixador e cerca de 30/40 minutos na lavagem final.
Impressão
Após o nosso primeiro contacto com este processo, tivemos a oportunidade de experimentar com outros suportes. O meu grupo usou como suporte um pedaço de pedra de mármore, que na aula anterior tinha sido preparada para receber a emulsão com 2 a 3 camadas de verniz em spray. Foi feito o mesmo numa folha de papel (usado na técnica do “barquinho”) para fazer testes de tempo.
Para emulsionar a pedra, em vez de usar a técnica de verter, usámos um pincel para espalhar a emulsão leve e uniformemente. Deixou-se a secar durante uns minutos e depois acelerou-se o processo com um secador de cabelo para ser possível a aplicação de uma segunda camada de emulsão. O mesmo feito com a folha envernizada.
Após a segunda camada estar seca, foram feitos os testes de exposição no papel envernizado e emulsionado, com a mesma técnica da cartolina feita para o papel. Sendo cada exposição de 3 segundos, na zona de foco “a bicicleta.”
As prova estiveram no revelador 60 segundos, 30 segundos no banho de paragem, 5 minutos no fixador e 30/40 minutos na lavagem final.
Ao analisar os tempos, o grupo ficou indeciso entre os 6 e 9 segundos, fazendo, depois, testes na zona de foco. O papel foi posto na diagonal de modo a apanhar tanto os negros, como as altas luzes.
Exposição de 6 segundos
Exposição de 9 segundos
O tempo de exposição decidido pelo grupo foi 6 segundos e a imagem foi tratada (revelação, banho de paragem, fixador) como os testes e esteve na lavagem final cerca de 10/15 minutos pois em alguma altura do processo, a imagem deverá ter lavado com água corrente em cima, o que deteriorou um pouco da mesma.
O que são fotogramas? São imagens fotográficas que são criadas ao colocar um objeto em cima de material fotossensível.
Na origem dos fotogramas, está o inventor e cientista inglês, William Henry Fox Talbot
A origem do fotograma remonta as origens da fotografia, ou da foto-química, quando em 1727, o alemão Johan Heinrich Schulze descobriu a sensibilidade dos sais de prata à luz.
Schulze, Professor de Medicina, Arqueologia e Retórica, dedicava grande parte do seu tempo aos experimentos químicos. Em que diluiu, um por acaso, acido nítrico, contendo nitrato de prata em uma solução para dissolver giz branco. A surpresa veio quando o lado do sedimento de giz, virado para a luz começou a escurecer, enquanto o lado virado para a sombra permanecia branco . Prosseguiu essas experiências o suficiente para finalmente concluir que a reação era causada pela luz e não pelo calor, e foi dessa forma que descobriu a sensibilidade dos sais de prata a luz.
Talbot e seu desenho fotogênico
Fotograma
Os fotogramas criados em aula, foram feitos num laboratório, na qual a iluminação era vermelha porque usámos papel fotográfico, e este capta luz e radiação ultravioleta. Após uma imagem ter sido exposta , era necessário pôr-la no revelador para poder expor outra.
A exposição da imagem foi realizada com assistência de um ampliador fotográfico, em que se pode determinar a quantidade de luz na imagem e quando tempo se quer expor a imagem.
Na imagem colocada aqui ao lado, coloquei o papel fotográfico no ampliador, coloquei o meu colar e escrevi o meu nome em letras pequenas que uma colega levou para a aula. A imagem foi exposta durante 4 segundos.
Após ter sido exposta, foi colocada no revelador durante 3 minutos, depois num banho de paragem durante 30 segundos e por fim no fixador durante 10 minutos. Após este processo, colocada em água durante 30 minutos com uma mudança de água a cada 10 minutos.
Lumen
O lumen é um processo parecido ao fotograma, a diferença é que, na criação de um lumen, usa-se papel fotográfico exposto a luz solar ou radiação ultravioleta direta. O papel exposto, assim que recebe luz escurece. Este processo não é preciso ser feito em laboratório.
Para fazer lumens, usámos uma prensa criada com a parte de trás de uma moldura, dois pedaços de eva, o vidro da moldura e 4 clipes de papel de mola. Tambémse pode dividir a base da moldura em dois e unir os pedaços com uma dobradiça, assim podemos ir verificando o progresso do trabalho.
Para o lumen, usei pedaços de renda disponibilizados pela professora e coloquei a prensa numa caixa de luz ultravioleta devido à hora do dia, que fazia com que já não houvesse muita luz solar na sala.
Após a imagem ser exposto o tempo devido é lavada em água durante 30 minutos.
O Papel Salgado foi um dos primeiros processos utilizados comercialmente, obteve tanto sucesso que entre os anos de 1840 a 1860, os fotógrafos da época se referiam a ele como “papel fotográfico comum”, o distinguindo dos demais suportes fotossensíveis disseminados naquele período.
Origem
Quando William Henry Fox Talbot começou as suas experiências no sentido de encontrar materiais fotossensíveis que permitissem o registo de uma imagem, os primeiros objetos que utilizou para criar as suas sciagraphs (desenhos de sombras) foram plantas. Estas imagens fotográficas primitivas, cujo processo de desenvolvimento deu origem a uma das mais importantes obras publicadas no domínio da fotografia – o livro “The Pencil of Nature”, de 1844, serão o ponto de partida para esta oficina, onde os participantes terão a oportunidade de recolher objetos do Jardim Botânico e registar-lhes as sombras através do processo inventado por Fox Talbot – o Papel Salgado. As impressões assim obtidas, juntamente com os espécimes que lhe deram origem são por fim incorporadas num “micro-álbum”, uma mistura de herbário e álbum de fotografias.
Processo
Para a impressão em papel salgado é necessário ter um negativo da imagem.
Original
Negativo
A imagem foi processada no Adobe Photoshop
O negativo foi impresso em película Pictorico Pro, que serve para negativos digitais ou impressoras a jato de tinta.
Neste processo utilizei papel Skizze 96 gr/m2 A4, não é aconselhável usar papel muito branco porque este terá branqueadores que farão reação com os produtos usados.
Em primeiro lugar salgámos o papel.
Aquecer 1 litro de água, dissolver os 20g de Cloreto de Sódio. Misturar 8g de gelatina sem sabor e 18g de ácido cítrico. Quando estiver tudo bem diluído, colocamos numa bandeja e mergulhe as folhas de papel que vc vai trabalhar, certificando-se de que elas estão completamente cobertas. Deixe-as mergulhadas por 30 minutos. Após esse tempo retire as folhas e coloque pra secar num estendal.
Segundo passo – preparar a solução de prata
Em outro frasco, misture 100ml de água com 12g de nitrato de prata.
Quando os papéis estiverem completamente secos, levamos para dentro do laboratório . Quando o nitrato de prata entrar em contato com o cloreto de sódio, eles vão reagir criando o cloreto de prata, que é muito sensível a luz.
Passamos uma camada suave da solução de prata a solução é transparente vamos ter dificuldades em conseguir ver onde falta passar nitrato de prata
Depois para acelerar o processo utilizamos o secador de cabelo
Quando estiver seco, colocamos o papel já salgado com o negativo posicionado corretamente dentro da prensa, colocamos a prensa ao sol e num minuto, vamos ver logo a mudança de cor.
Depois da exposição
No canto inferior direito e no meio da imagem, a quantidade de Nitrato que foi aplicada foi mínima, fazendo com que o papel absorvesse mais rapidamente, mesmo sendo pincelado deixou vestígio.
Após ter sido exposta, lavámos com água corrente por 5 minutos. Apos lavado, colocamos no fixador por alguns segundos.
Retiramos e lavamos de novo por mais 10 minutos. Depois é só colocar para secar.
O papel foi deixado a secar durante alguns minutos e depois seco com o secador de cabelo.
Cianotipia é um processo de impressão que produz uma imagem num tom de azul, o chamado Azul da Prússia.
Para este processo são precisos dois compostos químicos: Citrato de Ferro e Amónio (20%) e Ferricianeto de Potássio (8,1%). Quando uma solução de Citrato de Ferro e Amónio e de Ferricianeto de Potássio é combinada, revestida em papel e exposta à luz ultravioleta , é reduzida a citrato de amônio ferroso e ferricianeto de potássio, que então forma ferricianeto férrico, o qual depois forma o insolúvel, Azul da Prússia.
Viragens
Viragens a chá verde, chá preto e café com e sem branqueamento
Existe a hipótese de fazer viragens na Cianotipia, na qual os resultados variam do Azul da Prússia. Para viragens é comum usar soluções que contenham polifenol em abundância: um solução de ácido tânico, chá verde ou preto, café, entre outros.
Nas tiras da direita, a prova foi diretamente para as viragens, nas da esquerda, passaram por um branqueamento total antes.
Para branquear, pode-se usar uma solução de carbonato de sódio ou de amónio, tendo esta última um cheiro mais intenso que o carbonato.
Origem
É um processo de impressão fotográfica em tons azuis, que produz uma imagem em ciano, descoberto em 1842 pela botânica e fotógrafa inglesa Anna Atkins e pelo cientista e astrônomo inglês Sir John Herschel. Usado principalmente como processo de baixo custo para copiar desenhos e diagramas durante os séculos XIX e XX, também é usado para reproduzir fotografias. O processo era utilizado por engenheiros até o século XX como um processo simples e de baixo custo para produzir cópias de projetos, conhecidos como blueprints. O processo utiliza dois produtos químicos: Citrato de amônio e ferro (III) e ferricianeto de potássio.
Sir John Herschel
O processo foi inventado pelo cientista, químico, fotografo e astrónomo, Sir John Herschel (1792 – 1871), após apenas 3 anos do anuncio da invenção da Fotografia em 1839. Herschel descobriu que sais férreos (citrato férrico) podiam ser combinados para criar uma camada sensível à luz. A camada podia ser aplicada em papel e ser usado para transferir imagens. Ele consegui imprimir a primeira fotografia que não continha prata, no entanto, as imagens eram azuis. Imprimir em azul naquela altura não era muito popular entre fotógrafos, os quais ainda estavam a tentar aperfeiçoar as imagens a preto e branco. Herschel também inventou as palavras “positivo e negativo”, “fotografia” e “instantâneo”.
Anna Atkins (1799 – 1871), uma botânica, produziu e ilustrou o livro Photographs of British Algae: Cyanotype Impressions (1843 – 1853), no qual explora o processo de Herschel (que era mais barato e permanente que o método de Talbot) e é acreditado como ser o primeiro livros com ilustrações fotográficas. Ela sentiu, também, que a Cianotipia era mais preciso para capturar os detalhes das lagas que os desenhar. Cada livro foi feito à mão. Em outubro de 1843, começou a publicar fólios dos seu desenhos fotogénicos (fotogramas); em 1850, começou a publicar coleções do seu trabalho, completando 3 volumes em 1853.
Anna Atkins
Processo
Na aula preparámos papel e fizemos impressões. O papel usado foi Canson Imagine A3 de 200gr, cada folha foi dividida em 4.
Para a sensibilização do papel, a luz de segurança foi amarela pela sensibilidade da solução à luz ultravioleta. A solução criada foi de 50ml, 25 ml de Citrato de Ferro e Amónio (20%) e 25 ml de Ferricianeto de Potássio (10%). Como é costume o Citrato criar bolor, este foi filtrado com algodão ao criar a solução, o bolor não afeta a solução.
Com a solução pronta, sensibilizamos o papel com um pincel de madeira, porque se a parte de metal de um pincel entrar em contacto com a solução, iria criar reações. Com a cor esverdeada da solução foi fácil ver se a sensibilização cobria o papel uniformemente. A camada foi deixada a secar com o ar na horizontal, e depois foi aplicada uma segunda camada, ambas as camadas devem ser generosas.
Com este processo, fiz fotogramas. No primeiro usei apenas renda e no segundo usei pétalas de rosa, renda e dois pedaços de uma fita meia translúcida. Ambas as provas foram expostas numa caixa de luz durante aproximadamente 35 minutos.
Negativo
Final
Em cianotipia, as imagens, quando expostas, têm um tom acastanhado, só quando lavadas, ficam com o tom azul.
Após a exposição, as provas foram lavadas em água durante uns 5/10 minutos, passando por água oxigenada até que já não houvesse mais o tom acastanhado e depois por uma lavagem final de pelo menos 30 minutos.
A seguinte aula foi de viragens em Cianotipia. Para viragens, havia branqueador (carbonato de sódio), ácido tânico, chá preto, chá verde e café solúvel. Para os chás, foram 4 saquetas para 0,5L de água e para o café, foram 4 colheres de sopa, também para 0,5L, a água para estas soluções foi quente, pois com a água quente, a prova estaria durante cerca de 20 minutos e em água fria, seriam cerca de 40.