Cianotipia

O que é Cianotipia?

Cianotipia é um processo de impressão que produz uma imagem num tom de azul, o chamado Azul da Prússia.

Para este processo são precisos dois compostos químicos: Citrato de Ferro e Amónio (20%) e Ferricianeto de Potássio (8,1%). Quando uma solução de Citrato de Ferro e Amónio e de Ferricianeto de Potássio é combinada, revestida em papel e exposta à luz ultravioleta , é reduzida a citrato de amônio ferroso e ferricianeto de potássio, que então forma ferricianeto férrico, o qual depois forma o insolúvel, Azul da Prússia.

Viragens

Viragens a chá verde, chá preto e café com e sem branqueamento

Existe a hipótese de fazer viragens na Cianotipia, na qual os resultados variam do Azul da Prússia. Para viragens é comum usar soluções que contenham polifenol em abundância: um solução de ácido tânico, chá verde ou preto, café, entre outros.

Nas tiras da direita, a prova foi diretamente para as viragens, nas da esquerda, passaram por um branqueamento total antes.

Para branquear, pode-se usar uma solução de carbonato de sódio ou de amónio, tendo esta última um cheiro mais intenso que o carbonato.

Origem

É um processo de impressão fotográfica em tons azuis, que produz uma imagem em ciano, descoberto em 1842 pela botânica e fotógrafa inglesa Anna Atkins e pelo cientista e astrônomo inglês Sir John Herschel. Usado principalmente como processo de baixo custo para copiar desenhos e diagramas durante os séculos XIX e XX, também é usado para reproduzir fotografias. O processo era utilizado por engenheiros até o século XX como um processo simples e de baixo custo para produzir cópias de projetos, conhecidos como blueprints. O processo utiliza dois produtos químicos: Citrato de amônio e ferro (III) e ferricianeto de potássio.

Sir John Herschel

O processo foi inventado pelo cientista, químico, fotografo e astrónomo, Sir John Herschel (1792 – 1871), após apenas 3 anos do anuncio da invenção da Fotografia em 1839. Herschel descobriu que sais férreos (citrato férrico) podiam ser combinados para criar uma camada sensível à luz. A camada podia ser aplicada em papel e ser usado para transferir imagens. Ele consegui imprimir a primeira fotografia que não continha prata, no entanto, as imagens eram azuis. Imprimir em azul naquela altura não era muito popular entre fotógrafos, os quais ainda estavam a tentar aperfeiçoar as imagens a preto e branco. Herschel também inventou as palavras “positivo e negativo”, “fotografia” e “instantâneo”.

Anna Atkins (1799 – 1871), uma botânica, produziu e ilustrou o livro Photographs of British Algae: Cyanotype Impressions (1843 – 1853), no qual explora o processo de Herschel (que era mais barato e permanente que o método de Talbot) e é acreditado como ser o primeiro livros com ilustrações fotográficas. Ela sentiu, também, que a Cianotipia era mais preciso para capturar os detalhes das lagas que os desenhar. Cada livro foi feito à mão. Em outubro de 1843, começou a publicar fólios dos seu desenhos fotogénicos (fotogramas); em 1850, começou a publicar coleções do seu trabalho, completando 3 volumes em 1853.

Anna Atkins

Processo

Na aula preparámos papel e fizemos impressões. O papel usado foi Canson Imagine A3 de 200gr, cada folha foi dividida em 4.

Para a sensibilização do papel, a luz de segurança foi amarela pela sensibilidade da solução à luz ultravioleta. A solução criada foi de 50ml, 25 ml de Citrato de Ferro e Amónio (20%) e 25 ml de Ferricianeto de Potássio (10%). Como é costume o Citrato criar bolor, este foi filtrado com algodão ao criar a solução, o bolor não afeta a solução.

Com a solução pronta, sensibilizamos o papel com um pincel de madeira, porque se a parte de metal de um pincel entrar em contacto com a solução, iria criar reações. Com a cor esverdeada da solução foi fácil ver se a sensibilização cobria o papel uniformemente. A camada foi deixada a secar com o ar na horizontal, e depois foi aplicada uma segunda camada, ambas as camadas devem ser generosas.

Com este processo, fiz fotogramas. No primeiro usei apenas renda e no segundo usei pétalas de rosa, renda e dois pedaços de uma fita meia translúcida. Ambas as provas foram expostas numa caixa de luz durante aproximadamente 35 minutos.

Negativo
Final

Em cianotipia, as imagens, quando expostas, têm um tom acastanhado, só quando lavadas, ficam com o tom azul.

Após a exposição, as provas foram lavadas em água durante uns 5/10 minutos, passando por água oxigenada até que já não houvesse mais o tom acastanhado e depois por uma lavagem final de pelo menos 30 minutos.

A seguinte aula foi de viragens em Cianotipia. Para viragens, havia branqueador (carbonato de sódio), ácido tânico, chá preto, chá verde e café solúvel. Para os chás, foram 4 saquetas para 0,5L de água e para o café, foram 4 colheres de sopa, também para 0,5L, a água para estas soluções foi quente, pois com a água quente, a prova estaria durante cerca de 20 minutos e em água fria, seriam cerca de 40.

Referencias:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cian%C3%B3tipo

https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Herschel

https://pt.wikipedia.org/wiki/Anna_Atkins

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